Introdução ao Cerrado: Meu primeiro contato com o Cerrado foi indo do Rio de Janeiro para Belém do Pará em 1995, quando o C.A. de Biologia da UFRJ alugou um ônibus para levar os alunos ao ENEB-Encontro Nacional de Estudantes de Biologia daquele ano.
No caminho entre a Mata Atlântica e a Amazônia, o Cerrado agraciou nossa passagem com o festival da floração dos ipês-amarelos, a altivez dos buritis enfileirados por intermináveis veredas e a exuberância do pôr do sol no céu do Planalto Central.
O Cerrado me encantou por sua generosidade e me convidou com a vastidão de seu céu, a beleza de suas flores, o sabor e fartura de seus frutos, a hospitalidade e sabedoria de sua gente e a força de suas das águas. É o verdadeiro jardim do Brasil. No ano de 2003 deixei a malha urbana do Rio de Janeiro, para viver na Chapada dos Veadeiros, que integra o (já restrito) grupo de lugares onde podemos ver ambientes em bom estado de conservação no bioma.
Durante este período tive a oportunidade de caminhar diariamente pela vegetação, observando suas alterações ao longo das estações e aprendendo mais sobre as relações entre os personagens do lugar. Atuei na caracterização florística para planos de manejo de RPPNs, visitei e conversei com mais de cem proprietários rurais, em ação para conservação de corpos d’água, por meio da adequação ambiental de APPs e reservas legais.
Nas andanças pude conviver com gente que conhece e lida com as plantas do Cerrado, como os guias Rafael Teixeira e Maurinho Alves, de São Jorge, o viveirista Julmar “Mineiro” Andrade, de Alto Paraíso e a camponesa e agente ambiental Maria Nila, de São João d’Aliança.
Neste espaço quero compartilhar um pouco da beleza plantas e informações garimpadas sobre do Cerrado, um bioma que agoniza em sua destruição e pede socorro aos que acreditam na possibilidade de uma convivência sustentável entre o homem e o meio natural.
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