sábado, 6 de março de 2010

Vulcão montanhas e oceano da Nova Zelândia.




Nova Zelândia.



A Nova Zelândia (em Inglês New Zealand, em maori Aotearoa) é um país insular no sudoeste do Oceano Pacífico formado por duas massas de terra principais (comumente chamadas de Ilha do Norte e Ilha do Sul) e por numerosas ilhas menores, sendo as mais notáveis as ilhas Stewart e Chatham. O nome indígena na língua maori para a Nova Zelândia é Aotearoa, normalmente traduzido como "A Terra da Grande Nuvem Branca". Os Domínios da Nova Zelândia também incluem as Ilhas Cook e Niue (que se auto-governam mas em associação livre); Tokelau; e a Dependência de Ross (reivindicação territorial da Nova Zelândia na Antártida).

A Nova Zelândia é notável por seu isolamento geográfico: está situada a cerca de 2000 km a sudeste da Austrália através do mar da Tasmânia e os seus vizinhos mais próximos no norte são a Nova Caledônia, Fiji e Tonga. Devido ao seu isolamento, a Nova Zelândia desenvolveu uma fauna distinta dominada por pássaros, alguns dos quais foram extintos após a chegada dos seres humanos e dos mamíferos introduzidos por eles.

A maioria da população da Nova Zelândia é de ascendência Européia, os nativos Māoris são a maior minoria. Asiáticos e polinésios não-Māori também são grupos de minoria significativa, especialmente em áreas urbanas. A língua mais falada é o Inglês.

A Nova Zelândia é um país desenvolvido que se posiciona muito bem em comparações internacionais sobre o desenvolvimento humano, qualidade de vida, esperança de vida, alfabetização, educação pública, paz,[1] prosperidade, liberdade econômica, facilidade de fazer negócios, falta de corrupção, liberdade de imprensa e proteção das liberdades civis e dos direitos políticos.[2] Suas cidades também são consideradas as mais habitáveis do mundo.

Elizabeth II, como a Rainha da Nova Zelândia, é a chefe de estado do país e é representada por um Governador-Geral cerimonial, que detém poderes de reserva.[3] A rainha não tem nenhuma influência política real e sua posição é essencialmente simbólica. O poder político é mantido pelo democraticamente eleito Parlamento da Nova Zelândia, sob a liderança do Primeiro-Ministro, que é o chefe de governo do país.

Os primórdios da colonização
Os Maoris, de origem Polinésia, ocupam o arquipélago desde o século XIV. Em 1642, o neerlandês Abel Tasman atinge a costa ocidental destas ilhas, que denomina "Nova Zelândia". Em 1769-70, James Cook dá o nome às suas duas principais ilhas. No início do século XIX, começa a sua evangelização por missionários católicos e protestantes britânicos. A partir de 1838, o Reino Unido decide organizar a colonização da Nova Zelândia.

Os britânicos então impõem a sua soberania aos chefes Maori (Tratado de Waitangi, de 1840) - garantindo-lhes o usufruto das suas terras – enquanto W. Hosbon se torna governador (1841). A colonização, organizada sistematicamente por E. G. Wakefield em detrimento dos autóctones provoca guerras Maoris (1843-1847, 1860-1870). A constituição de 1852, reforçada em 1870, confere à colônia uma grande autonomia. O regresso da paz (1870) e a descoberta do ouro (1861) proporcionam à Nova Zelândia a prosperidade. A economia orienta-se para a extensa criação e exportação maciça de carne, de lã e de produtos lácteos para a Europa. A recessão dos anos 1880 e a instauração do sufrágio universal (1889) favorecem a ascensão ao poder do partido liberal. A era liberal (1891-1912) é caracterizada por uma clara democratização da vida política, pelo desenvolvimento do sindicalismo e pela aplicação de uma legislação social avançada. Em 1907, a Nova Zelândia torna-se independente.

[editar] De uma guerra à outra
O país participou nos combates da Primeira Guerra Mundial e as perdas causadas pela guerra afetaram gravemente a demografia e a economia. Os neozelandeses, conjuntamente com a Austrália e o Reino Unido, obtiveram um mandato da Sociedade das Nações sobre as ilhas Samoa e sobre Nauru. A Nova Zelândia foi duramente afetada pela crise mundial de 1929. Ao partido nacional (coligação do partido da reforma e do partido liberal) sucedeu em 1935 o partido trabalhista. O primeiro-ministro, M. J. Savge conseguiu restabelecer a prosperidade das campanhas, múltiplas obras públicas e desenvolveu a indústria. Os neozelandeses participaram ativamente na Segunda Guerra Mundial na Europa.

[editar] Desde 1945
Após a derrota japonesa (1945), a Nova Zelândia pretende ser um parceiro integral do Sudeste asiático e do Pacífico. Em 1951, assina com os Estados Unidos e com a Austrália o tratado tripartite que estabelece o "Conselho do Pacífico" (ANZUS).

Sucedendo aos trabalhistas, o partido nacional ocupa o poder de 1949 a 1957 e de 1960 a 1972. De regresso aos negócios estrangeiros, o partido trabalhista estabelece relações diplomáticas com a China comunista (1972) e protesta contra as experiências nucleares da França no Pacífico.

HISTÒRIA.
Novamente ao poder em 1975, o partido nacional desenvolve os seus projectos, nomeadamente em matéria industrial e energética. As eleições de 1984 e de 1987 dão a maioria aos trabalhistas, cujo líder, David, fica como primeiro-ministro até 1989. À semelhança dos trabalhistas australianos, D. Lange conduziu uma política de desregulamentação intensiva. Liberalizou os mercados financeiros, abriu a economia nacional, privatizou numerosas empresas e aliviou a fiscalidade dos particulares e das empresas, ao preço, também neste caso, de um pesado balanço social. No plano internacional, contribuiu para a «redescoberta» do seu meio ambiente pela Nova Zelândia.

Pretendendo ser o porta-voz dos pequenos estados insulares, em particular dos polinésios, na cena mundial, encabeça os protestos contra a «nuclearização» da região e, em 1986, interdita a acesso dos portos neozelandeses aos navios americanos portadores de armas atômicas ou de propulsão nuclear. Esta posição provoca uma grave crise nas relações americano-neozelandesas e a exclusão do arquipélago da ANZUS.

Em 1989, D. Lange cede o lugar a George Palmer. Mas os trabalhistas não sobrevivem à sua partida em outubro de 1990 e assistem à vitória dos conservadores, cujo líder Jim Bolger se torna primeiro-ministro. Este prossegue a experiência liberal dos trabalhistas e mantém o saneamento da economia nacional como prioridade de acção governamental. A Nova Zelândia, que concluiu, em julho de 1990, uma união aduaneira com a Austrália, conhece, assim como este país, dificuldades associadas à coabitação entre população de origem européia e autóctone. A celebração, em fevereiro de 1990, do tratado de Waitangi de 1840 foi a ocasião para renovar protestos dos Maoris (13% da população) contra as disposições deste tratado.

Juntamente com as agências governamentais de segurança da Austrália, Canadá, Reino Unido e Estados Unidos, possui em seu território uma das estações de interceptação de telecomunicações do sistema Echelon, que é encabeçado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos da América (NSA). A estação do sistema Echelon no país fica na cidade de Waihopai (41o34'36S 173o44'19E) e o órgão neozelandês responsável pela estação é o Security Bureau New Zealand.

GEOGRAFIA.
A Nova Zelândia é composta por duas ilhas principais e numerosas pequenas ilhas, algumas das quais bastante longínquas. A área total é de 268.680 km², um pouco menor que a Itália ou o Japão, e um pouco menor que o Reino Unido. O país estende-se por mais de 1600 quilômetros ao longo do seu eixo principal norte-nordeste com cerca de 15.134 km de litoral.

A Ilha Sul é a maior massa de terra e está dividida ao longo do seu comprimento pelos Alpes do Sul, cujo maior pico é o Monte Cook com 3.754 metros. Na Ilha Sul há dezoito picos com mais de 3.000 metros de altitude. A Ilha Norte é menos montanhosa do que a Sul mas está marcada por vulcanismo. Na Ilha Norte, a montanha mais alta, Ruapehu (2.797 metros) é um cone vulcânico activo. A Ilha Stewart é a menor e a mais meridional de todo o país, e possui uma área um pouco maior que o município de São Paulo, no Brasil.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O que è tsunami?


Ondas Gigantes e solitàrias existem!Elas chegam sem avisar,asssustam a todos e jà causaram muitos estragos.
Chamada de tsunami-palavra de origem japonesa que significa`grandeonda´(tsu=grande e nami=onda)-,a onda gigante e solitária forma-se en oceanos ou lagos [...]Em geral,os tsunamis surgem após um terremoto nas profundezas dos oceanos.[...]O terrremoto pode desencadear uma avalanche submarina de lama e pedras,que movimenta a água de repente e com grande força.Isso intensifica o movimento das ondas e gera o tsunami.[...].

Descubra como acontece esse fenômeno.Ondas.




1.As ondas começam a se formar muito longe da praia,em alto-mar.Ventos fortes,mudanças na presão do ar,erupções vulcânicas submarinas ou tremores ou deslizamentos no solo do oceano causa ondulações na superfície da água.
2-As ondulações seguem para o litoral.Perto da praia,a profundidade do mar diminuiu e o fundo de areia freia a água.Isso faz a água se acumular e ganhar altura,mais fortes as ondulações mais altas são ondas.
3-Em praias sem obstáculos,as ondas quebram com força.Em lugares mais abrigados,elas perdem energia ao bater antes em rochedos e as águas são calmas.


Você sabia que...
A extenção das ondas varia de poucos centìmetros a quase 800 metros?
Em praias tranquilas,uma onda mede poucos centímetros de altura,mas outras chegam a 30 metros durante tempestades?
O ondógrafo é o aparelho que mede as ondas?
Em praias onde o solo é muito inclinado,a base das ondas é freada de repente e elas ficam altas e fortes?
Terremotos ou erupções vulcânicas no fundo do oceano sacodem a água com tanta força que formam ondas imensa,chamadas de tsunamis.

Você conhece as partes de uma onda?
A CRISTA é a parte de cima.Quanto mais alta ela è,mais forte a onda quebra.Se a onda està perto da praia ou hà muito vento,a àgua da crita se mistura com bolhas de ar e surge uma espuma esbranquiçada.
A parede liga a crista e a base da onda.
A base é a parte que encosta na superfície da àgua e onde a onda começa a se elevar.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O que nòs fizemos.










Nòs sofremos a culpa è nossa tudo oque està acontecendo nòs somos os culpados digamos que não da mais para voltar atràs è o fim acabou a culpa è nossa esse mundo està na pior veja:
E mais as chuvas estão causando estados umilhantes:

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Como se salva um animal da extinção?



Notícias sobre animais costumam ser más notícias: perda do habitat, problemas com espécies invasoras, caça predatória etc. No meio de tantas desgraças, uma novidade passa despercebida: o homem está conseguindo consertar alguns de seus erros, salvando vários bichos da extinção. No Brasil, inclusive


"A quantidade de animais brasileiros ameaçados só aumentou porque ampliamos nosso radar. Muitas deixaram a lista", diz Daniela Oliveira, responsável por conservação de biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente. Cada caso é um caso. O governo chinês não dava bola para o urso panda, e foi preciso que uma ong topasse o desafio.

O falcão de Maurício precisou que outras aves chocassem seus ovos, e o elefante africano foi salvo porque o marfim caiu na ilegalidade. Seja como for, é importante saber que décadas de política ambiental produziram resultados.



1. URSO PANDA
POPULAÇÃO: 1 400 em 1980; 2 500 em 2004.
PROBLEMA: Seu habitat, a selva de bambus, murchou com a urbanização acelerada da China.
SOLUÇÃO: A ong WWF criou projetos para ensinar a população a conviver com a espécie sem ameaçá-la.



2. CONDOR DA CALIFÓRNIA
POPULAÇÃO: 27 em 1987; 223 em 2008.
PROBLEMA: Ocupação dos morros e poluição.
SOLUÇÃO: As aves tiveram de ser capturadas para criação em cativeiro. A população, ainda pequena, é aos poucos reintroduzida na natureza.



3. BÚFALO AMERICANO
POPULAÇÃO: 750 em 1890; 500 mil em 2008.
PROBLEMA: A conquista do Oeste.
SOLUÇÃO: Foram criadas reservas para os remanescentes, mas a ameaça só foi afastada quando se adotou a criação intensiva de búfalos em cativeiro.



4. ELEFANTE AFRICANO
POPULAÇÃO: 100 mil em 1970; 678 mil em 2008.
PROBLEMA: Caça predatória para extração do marfim - pra quem não sabe, vem das suas presas.
SOLUÇÃO: Proibição do comércio de marfim em vários países, além de muitas campanhas de preservação



5. FALCÃO DE MAURÍCIO
POPULAÇÃO: 6 em 1975; 1000 em 2006.
PROBLEMA: Espécies invasoras.
SOLUÇÃO: Um pesquisador pôs um casal para cruzar no cativeiro, aumentou a fertilidade da fêmea e ainda importou falcões europeus para ajudar a chocar ovos.

MEIO AMBIENTE: A BUSCA POR ENERGIAS LIMPAS



O mundo intensificou muito a busca por energias "limpas", especialmente nestes últimos 20 anos. No entanto, ainda há muito a ser feito neste sentido no Brasil.

Podemos esperar mais investimentos em formas mais sustentáveis de obtenção de energia como a solar e eólica. O Alto custo é a maior barreira para o crescimento da energia eólica no Brasil, porém o custo da geração desta energia tem caído rapidamente nos últimos anos.

Enquanto isso, o consumidor pode ajudar o meio ambiente enconomizando energia. Confira o artigo Telhado verde é alternativa para economizar eletricidade.

Plantas do Cerrado

Introdução ao Cerrado: Meu primeiro contato com o Cerrado foi indo do Rio de Janeiro para Belém do Pará em 1995, quando o C.A. de Biologia da UFRJ alugou um ônibus para levar os alunos ao ENEB-Encontro Nacional de Estudantes de Biologia daquele ano.
No caminho entre a Mata Atlântica e a Amazônia, o Cerrado agraciou nossa passagem com o festival da floração dos ipês-amarelos, a altivez dos buritis enfileirados por intermináveis veredas e a exuberância do pôr do sol no céu do Planalto Central.

O Cerrado me encantou por sua generosidade e me convidou com a vastidão de seu céu, a beleza de suas flores, o sabor e fartura de seus frutos, a hospitalidade e sabedoria de sua gente e a força de suas das águas. É o verdadeiro jardim do Brasil. No ano de 2003 deixei a malha urbana do Rio de Janeiro, para viver na Chapada dos Veadeiros, que integra o (já restrito) grupo de lugares onde podemos ver ambientes em bom estado de conservação no bioma.

Durante este período tive a oportunidade de caminhar diariamente pela vegetação, observando suas alterações ao longo das estações e aprendendo mais sobre as relações entre os personagens do lugar. Atuei na caracterização florística para planos de manejo de RPPNs, visitei e conversei com mais de cem proprietários rurais, em ação para conservação de corpos d’água, por meio da adequação ambiental de APPs e reservas legais.

Nas andanças pude conviver com gente que conhece e lida com as plantas do Cerrado, como os guias Rafael Teixeira e Maurinho Alves, de São Jorge, o viveirista Julmar “Mineiro” Andrade, de Alto Paraíso e a camponesa e agente ambiental Maria Nila, de São João d’Aliança.

Neste espaço quero compartilhar um pouco da beleza plantas e informações garimpadas sobre do Cerrado, um bioma que agoniza em sua destruição e pede socorro aos que acreditam na possibilidade de uma convivência sustentável entre o homem e o meio natural.

SACOLAS PLÁSTICAS: UM PROBLEMA AMBIENTAL



É preciso que as autoridades moderem o uso deste item. foto: Marco Pozzana

A cultura do saco plástico está profundamente enraizada na sociedade brasileira.

Mesmo sabendo que estes indesejáveis sacos de supermercado, drogarias e praticamente todo o comécio varejista causam enorme impacto no meio ambiente, o brasileiro segue consumindo números inaceitáveis deste utensílio.

A grande maioria das sacolas plásticas disponíveis em supermercados brasileiros são feitas de resina sintética originadas do petróleo, não são biodegradáveis e podem levar centenas de anos para se decompor. Nos mares, além de enfeiar a paisagem, podem matar animais como tartarugas, que são vítimas frequentes pois confundem o material com as medusas, sua presa natural.

Leia mais sobre este assunto no artigo Consumo de sacos plásticos, do portal Mundo Quente.

SEJA UM AGENTE AMBIENTAL VOLUNTÁRIO



Quer atuar na fiscalização de unidades de conservação e áreas protegidas?. foto: M. Pozzana

Existem muitas pessoas querendo ajudar o meio ambiente e não sabem como ir além da minimilização do próprio impacto ambiental.

Criado pelo Ibama, o programa Agente Ambiental Voluntário tem por finalidade propiciar a toda pessoa física ou jurídica, a participação voluntária em atividades de educação ambiental, conservação, preservação e proteção dos recursos naturais em unidades de conservação e demais áreas protegidas, habitadas por populações indígenas, rurais, quilombolas, extrativistas e de pesca.

A proposta é despertar no voluntário a reflexão crítica dos problemas socioambientais, capaz de orientá-lo a atuar de forma individual e coletiva na busca de alternativas viáveis para a conservação da natureza e uso sustentável dos recursos naturais.

Saiba como participar deste programa e bote "a mão na massa"

O TEMPO DEVE ESTAR LOUCO



O clima já não é mais o mesmo dos nossos pais. foto: Marco Pozzana

Pergunte aos mais velhos se o tempo era assim antigamente. Provavelmente dirão que não.

O homem moderno alterou drasticamente o nosso sagrado meio ambiente. Este frágil equilíbrio conquistado depois de milhões de anos de evolução foi perturbado e o futuro da vida inteligente na Terra está em cheque.

O Aquecimento Global é facilmente comprovado pelas plantas que florescem em pleno inverno. A primavera tem se antecipado em diversas partes do mundo. O fenômeno pode ser sentido não só nos termômetros e nas plantas mas na nossa própria pele. Para piorar este cenário quente, as tempestades estão ficando mais fortes e imprevisíveis.

Se você acha que o que estão falando sobre as mudanças climáticas é exagero, abra os olhos. O clima já mudou bastante, mas pode ficar muito pior...

CUIDADO: RESPIRAR NAS CIDADES PODE MATAR


Já pensou em morar no campo? Se não, é bom reconsiderar. foto: M Moscatelli

A poluição do ar resulta da emissão de gases poluentes ou de partículas sólidas na atmosfera. Neste cenário, os automóveis poluem mais do que as indústrias.

Os números de mortos em decorrência de doenças respiratórias causadas pela poluição do ar impressionam. São milhares de mortos anualmente devido a doenças como asma, rinite alérgica, bronquite crônica, infecções nos pulmões, enfisema pulmonar, doenças do coração e até câncer do pulmão, entre outros males. Pobres, crianças e idosos são as maiores vítimas.

A poluição gerada nas cidades de hoje é resultado, principalmente, da queima de combustíveis fósseis. Por isso, é muito importante que você pense em adotar meios de transporte menos poluentes, como a bicicleta ou metrô. O planeta agradece! Sua saúde também.
postado por Marco Pozzana às 8:17 PM

domingo, 25 de outubro de 2009

PERDA DE BIODIVERSIDADE



Rapidamente vamos perdendo nossa maior riqueza, a biodiversidade. foto: M. Moscatelli

A degradação ambiental provocada pelas atividades do homem põe em risco as populações de plantas e animais selvagens. Os diferentes tipos de pressões que geramos sobre os recursos naturais destroem comunidades inteiras e tem implicações diretas sobre o equilíbrio dos ecossistemas mundiais.

A preservação ambiental somente tornou-se uma preocupação da humanidade após década de 70. O homem deixou de se considerar usuário da natureza e começou a entender seu papel, passando a calcular a dimensão de suas ações e predizer os resultados de suas atividades sobre o futuro das condições ambientais.

No ritmo atual de desmatamento do Cerrado, projeções apontam para o ano de 2030 como a data da perda total deste Bioma. Leia mais sobre o assunto no artigo Perda de Biodiversidade, da bióloga Cristina R R Koszo, mestre em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente.

MUDANÇAS NO MEIO AMBIENTE E OS ANIMAIS

DIA 29: SEMINÁRIO O CERRADO É NOSSA CASA

O seminário terá mesa sobre inclusão do Cerrado como patrimônio nacional.

O objetivo do evento é discutir com autoridades, especialistas e interessados temas como a legislação, a biodiversidade, o desmatamento, a conservação e o futuro do segundo maior bioma do país, que ocupa quase um quarto do território brasileiro e está presente em 11 estados.

O seminário no auditório do Interlegis, no Senado Federal, vai homenagear a professora do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB) Jeanine Maria Felfili Fagg, que faleceu dia 13 de julho. A pesquisadora era reconhecida por sua produção científica e pela defesa do meio ambiente em especial do Cerrado.

Haverá também uma exposição da Embrapa Cerrados, no espaço Senado Galeria, de 28 de setembro a 02 de outubro, e uma feira com artesanatos, comidas e produtos típicos no pátio de entrada do Interlegis. Mais informações: senadoverde@senado.gov.br

Biocombustíveis

O debate sobre o uso de biocombustíveis está cada vez mais em voga, pois é sabido, com muita clareza, que os combustíveis fósseis, os mais utilizados, são finitos e as reservas terrestres só tendem a diminuir e terminar, sem renovação. Além disso, são extremamente poluidores e causam sérios desequilíbrios no ambiente. Mas o que seriam os biocombustíveis? São materiais biológicos que, quando em combustão, possuem a capacidade de gerar energia para realizar trabalhos. É certo que praticamente todo material biológico gera energia, a fruta que comemos, a planta que queima.

Mas aqui vou me concentrar naqueles com potencial combustível de interesse econômico - a energia para queimar é inferior à energia que gera posteriormente - e suas conseqüências ao ambiente.

O tipo mais difundido de biocombustível no Brasil é o álcool proveniente da cana de açúcar. Sua principal vantagem é a menor poluição que causa, em comparação aos combustíveis derivados do petróleo. A cana é um produto completo porque produz açúcar, álcool e bagaço, cujo vapor gera energia elétrica. Contudo, possui diversas desvantagens, como o fato de não resolver o problema da dependência do petróleo, devido à inflexibilidade no refino do mesmo.

O álcool proveniente da cana-de-açúcar tem sido o biocombustível número 1 na política brasileira de incentivo a energias alternativas ao petróleo. O mais grave do pro-álcool talvez tenha sido a necessidade de se utilizar um motor específico que não permite a utilização alternada entre álcool e gasolina, quando for interessante.

Ainda há a questão ambiental. Com o estímulo ao pró-álcool, grande área de Mata Atlântica foi substituída por plantações de cana de açúcar, particularmente no nordeste brasileiro. Isto acarretou graves problemas climáticos e edáficos, com elevação das temperaturas e da erodibilidade dos solos. Tanto que muitos usineiros agora têm preocupação em proteger os fragmentos que restam e recuperar áreas degradadas. Até porque hoje em dia o álcool não está dando um lucro satisfatório, como antigamente...


Já o biodiesel, ou seja, óleo virgem derivado de algumas espécies de plantas, apresentam vantagens muito interessantes, como a possibilidade real de substituir quase todos os derivados do petróleo sem modificação nos motores, eliminando a dependência do petróleo. Além de ser naturalmente menos poluente, o biodiesel reduz as emissões poluentes dos derivados de petróleo (em cerca de 40%, sendo que seu potencial cancerígeno é cerca de 94% menor que os derivados do petróleo), possui elevada capacidade de lubrificar as máquinas ou motores reduzindo possíveis danos, é seguro para armazenar e transportar porque é biodegradável, não-tóxico e não explosivo nem inflamável à temperatura ambiente, não contribui para a chuva ácida por não apresentar enxofre em sua composição, permite dispensar investimentos em grandes usinas, ou linhas de transmissão, para atendimento local de energia em regiões com pequena demanda

As plantas mais utilizadas atualmente para produção do biodiesel são a soja, a colza, o pinhão manso, mamona, dendê, girassol e macaúba. As mais produtivas são o dendê (Elaeis guineensis) e a macaúba (Acrocomia aculeata - típica do litoral brasileiro), confirmando a potencialidade das palmeiras.

A soja (Glycine Max) é a mais utilizada nos EUA, onde também é comum misturar com restos de óleos usados para fritura.

A colza (Brassica napus) é a principal planta estudada e plantada para este fim na União Européia.
Existem outras muito produtivas, como a castanha do Pará, o coco e a copaíba, porém outros derivados seus são mais interessantes economicamente.

Tendo em vista tantas vantagens, o governo brasileiro têm estimulado a produção e comercialização do biodiesel, sendo o marco principal a publicação do Decreto No. 5.488, em 20 de maio de 2005, que regulamenta a lei 11.097 (janeiro/2005). Essa lei dispõe sobre a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira. Inicialmente a proporção autorizada é 2% do diesel comum até 2008, 5% até 2013 e já é pensado 20%, sendo que nos Estados Unidos, os automóveis movidos com 100% de biodiesel têm apresentado rendimentos surpreendentes.

A política brasileira prevê o incentivo à produção da mamona no Nordeste e no Bioma Caatinga como um todo, do dendê no Norte e Amazônia e da soja no Cerrado, Sul e Sudeste. O maior problema está no fato de serem plantas exóticas, sendo que a macaúba, o buriti (Maurutia fexuosa), o pinhão manso (Jatropha curcas) e o babaçu (Ricinus communis), todas nativas, apresentam grande potencial, só não sendo mais produtivas que o dendê, o qual ainda tem a vantegem de apretesentar baixo custo de produção (custa cerca de um terço do óleo diesel europeu). Todavia, o conhecimento sobre a cultura das nativas ainda é incipiente e a tecnologia para utilização precisa de muitos estudos para ser mais viável economicamente. Ao contrário, as exóticas são mais conhecidas, suas culturas já são dominadas agronomicamente e existem muitos estudos publicados.

A mamona, além de ser menos produtiva do que todas essas nativas, possui muitas exigências de solo (irrigação e adubação), o que causa muitas modificações sérias no ambiente, não sendo portanto a mais indicada para a região Nordeste e Caatinga. Seria mais eficiente utilizar o pinhão manso, que é mais adaptado ao semi-árido nordestino. O pequi também poderia ser uma boa opção pela alta produtividade, mas não deve ser viável economicamente já que é uma arbórea de crescimento lento.

Substituir o que resta dos biomas brasileiros por mais monoculturas de plantas exóticas, existindo altos potenciais nativos, não parece ser a estratégia mais eficiente para levar o Brasil crescentemente à independência ao petróleo, à melhor contribuir para o controle das mudanças climáticas e para a preservação ambiental. A melhor saída seria estimular sistemas agro-florestais consorciando nativas e exóticas (a serem substituídas à medida que os estudos sobre as nativas, e a tecnologia associada, avancem), arbustos, árvores e palmeiras.

Leitura Sugerida:
Arbix, G. et al. 2004. Biocombustíveis. Cadernos NAE, número 2. Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Secretaria de Comunicação do Governo e Gestão Estratégica.
Sá, H. Biocombustíveis - Álcool, Óleos e Gorduras-Biodiesel. http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./energia/index.html&conteudo=./energia/artigos/biocombustivel.html
Pombo, L. 2005. Brasil se prepara para produzir biocombustível. Folha de São Paulo 16/08/2005. (http://www.biodieselbrasil.com.br/clip2005/agosto/clipping215bb-170805.html)
Faupel, K. & Kurki, A. 2002. Biodiesel: a brief overview. Attra: 1-8 (http://www.attra.ncat.org/attra-pub/PDF/biodiesel.pdf)

Contei com a colaboração fundamental de Buno Filizola e Haroldo Oliveira (MMA)

Branca M. O. Medina - branca@biologo.com.br

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

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sexta-feira, 10 de julho de 2009