terça-feira, 27 de outubro de 2009

Plantas do Cerrado

Introdução ao Cerrado: Meu primeiro contato com o Cerrado foi indo do Rio de Janeiro para Belém do Pará em 1995, quando o C.A. de Biologia da UFRJ alugou um ônibus para levar os alunos ao ENEB-Encontro Nacional de Estudantes de Biologia daquele ano.
No caminho entre a Mata Atlântica e a Amazônia, o Cerrado agraciou nossa passagem com o festival da floração dos ipês-amarelos, a altivez dos buritis enfileirados por intermináveis veredas e a exuberância do pôr do sol no céu do Planalto Central.

O Cerrado me encantou por sua generosidade e me convidou com a vastidão de seu céu, a beleza de suas flores, o sabor e fartura de seus frutos, a hospitalidade e sabedoria de sua gente e a força de suas das águas. É o verdadeiro jardim do Brasil. No ano de 2003 deixei a malha urbana do Rio de Janeiro, para viver na Chapada dos Veadeiros, que integra o (já restrito) grupo de lugares onde podemos ver ambientes em bom estado de conservação no bioma.

Durante este período tive a oportunidade de caminhar diariamente pela vegetação, observando suas alterações ao longo das estações e aprendendo mais sobre as relações entre os personagens do lugar. Atuei na caracterização florística para planos de manejo de RPPNs, visitei e conversei com mais de cem proprietários rurais, em ação para conservação de corpos d’água, por meio da adequação ambiental de APPs e reservas legais.

Nas andanças pude conviver com gente que conhece e lida com as plantas do Cerrado, como os guias Rafael Teixeira e Maurinho Alves, de São Jorge, o viveirista Julmar “Mineiro” Andrade, de Alto Paraíso e a camponesa e agente ambiental Maria Nila, de São João d’Aliança.

Neste espaço quero compartilhar um pouco da beleza plantas e informações garimpadas sobre do Cerrado, um bioma que agoniza em sua destruição e pede socorro aos que acreditam na possibilidade de uma convivência sustentável entre o homem e o meio natural.

SACOLAS PLÁSTICAS: UM PROBLEMA AMBIENTAL



É preciso que as autoridades moderem o uso deste item. foto: Marco Pozzana

A cultura do saco plástico está profundamente enraizada na sociedade brasileira.

Mesmo sabendo que estes indesejáveis sacos de supermercado, drogarias e praticamente todo o comécio varejista causam enorme impacto no meio ambiente, o brasileiro segue consumindo números inaceitáveis deste utensílio.

A grande maioria das sacolas plásticas disponíveis em supermercados brasileiros são feitas de resina sintética originadas do petróleo, não são biodegradáveis e podem levar centenas de anos para se decompor. Nos mares, além de enfeiar a paisagem, podem matar animais como tartarugas, que são vítimas frequentes pois confundem o material com as medusas, sua presa natural.

Leia mais sobre este assunto no artigo Consumo de sacos plásticos, do portal Mundo Quente.

SEJA UM AGENTE AMBIENTAL VOLUNTÁRIO



Quer atuar na fiscalização de unidades de conservação e áreas protegidas?. foto: M. Pozzana

Existem muitas pessoas querendo ajudar o meio ambiente e não sabem como ir além da minimilização do próprio impacto ambiental.

Criado pelo Ibama, o programa Agente Ambiental Voluntário tem por finalidade propiciar a toda pessoa física ou jurídica, a participação voluntária em atividades de educação ambiental, conservação, preservação e proteção dos recursos naturais em unidades de conservação e demais áreas protegidas, habitadas por populações indígenas, rurais, quilombolas, extrativistas e de pesca.

A proposta é despertar no voluntário a reflexão crítica dos problemas socioambientais, capaz de orientá-lo a atuar de forma individual e coletiva na busca de alternativas viáveis para a conservação da natureza e uso sustentável dos recursos naturais.

Saiba como participar deste programa e bote "a mão na massa"

O TEMPO DEVE ESTAR LOUCO



O clima já não é mais o mesmo dos nossos pais. foto: Marco Pozzana

Pergunte aos mais velhos se o tempo era assim antigamente. Provavelmente dirão que não.

O homem moderno alterou drasticamente o nosso sagrado meio ambiente. Este frágil equilíbrio conquistado depois de milhões de anos de evolução foi perturbado e o futuro da vida inteligente na Terra está em cheque.

O Aquecimento Global é facilmente comprovado pelas plantas que florescem em pleno inverno. A primavera tem se antecipado em diversas partes do mundo. O fenômeno pode ser sentido não só nos termômetros e nas plantas mas na nossa própria pele. Para piorar este cenário quente, as tempestades estão ficando mais fortes e imprevisíveis.

Se você acha que o que estão falando sobre as mudanças climáticas é exagero, abra os olhos. O clima já mudou bastante, mas pode ficar muito pior...

CUIDADO: RESPIRAR NAS CIDADES PODE MATAR


Já pensou em morar no campo? Se não, é bom reconsiderar. foto: M Moscatelli

A poluição do ar resulta da emissão de gases poluentes ou de partículas sólidas na atmosfera. Neste cenário, os automóveis poluem mais do que as indústrias.

Os números de mortos em decorrência de doenças respiratórias causadas pela poluição do ar impressionam. São milhares de mortos anualmente devido a doenças como asma, rinite alérgica, bronquite crônica, infecções nos pulmões, enfisema pulmonar, doenças do coração e até câncer do pulmão, entre outros males. Pobres, crianças e idosos são as maiores vítimas.

A poluição gerada nas cidades de hoje é resultado, principalmente, da queima de combustíveis fósseis. Por isso, é muito importante que você pense em adotar meios de transporte menos poluentes, como a bicicleta ou metrô. O planeta agradece! Sua saúde também.
postado por Marco Pozzana às 8:17 PM

domingo, 25 de outubro de 2009

PERDA DE BIODIVERSIDADE



Rapidamente vamos perdendo nossa maior riqueza, a biodiversidade. foto: M. Moscatelli

A degradação ambiental provocada pelas atividades do homem põe em risco as populações de plantas e animais selvagens. Os diferentes tipos de pressões que geramos sobre os recursos naturais destroem comunidades inteiras e tem implicações diretas sobre o equilíbrio dos ecossistemas mundiais.

A preservação ambiental somente tornou-se uma preocupação da humanidade após década de 70. O homem deixou de se considerar usuário da natureza e começou a entender seu papel, passando a calcular a dimensão de suas ações e predizer os resultados de suas atividades sobre o futuro das condições ambientais.

No ritmo atual de desmatamento do Cerrado, projeções apontam para o ano de 2030 como a data da perda total deste Bioma. Leia mais sobre o assunto no artigo Perda de Biodiversidade, da bióloga Cristina R R Koszo, mestre em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente.

MUDANÇAS NO MEIO AMBIENTE E OS ANIMAIS

DIA 29: SEMINÁRIO O CERRADO É NOSSA CASA

O seminário terá mesa sobre inclusão do Cerrado como patrimônio nacional.

O objetivo do evento é discutir com autoridades, especialistas e interessados temas como a legislação, a biodiversidade, o desmatamento, a conservação e o futuro do segundo maior bioma do país, que ocupa quase um quarto do território brasileiro e está presente em 11 estados.

O seminário no auditório do Interlegis, no Senado Federal, vai homenagear a professora do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB) Jeanine Maria Felfili Fagg, que faleceu dia 13 de julho. A pesquisadora era reconhecida por sua produção científica e pela defesa do meio ambiente em especial do Cerrado.

Haverá também uma exposição da Embrapa Cerrados, no espaço Senado Galeria, de 28 de setembro a 02 de outubro, e uma feira com artesanatos, comidas e produtos típicos no pátio de entrada do Interlegis. Mais informações: senadoverde@senado.gov.br